Yair Golan: “Os ecos dos tiros que mataram Rabin ainda ressoam nas ações do governo”
Entre memórias e promessas: 30 anos sem Rabin
No dia 5 de novembro, às 19h30, convidamos você para um encontro na Sala Crisantempo (SP) em homenagem ao legado de Yitzhak Rabin, símbolo de coragem, diálogo e esperança.
Vamos juntos transformar a memória em compromisso com a paz, a democracia e a justiça.
Realização: Hashomer Hatzair SP, Meretz Brasil, Instituto Brasil-Israel e Associação Cultural Mordechai Anilevitch (ACMA).
Inscreva-se e participe:
Yair Golan: “Os ecos dos tiros que mataram Rabin ainda ressoam nas ações do governo”
O presidente do partido Democratas, Yair Golan, fez um discurso contundente na Praça Rabin, em Tel Aviv, sob aplausos estrondosos de uma multidão que, segundo os organizadores, chegou a 150 mil pessoas, marcando os 30 anos do assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin.
Golan, cujo partido resulta da fusão entre o trabalhista de centro-esquerda fundado por Rabin e o Meretz de esquerda, traçou uma ligação direta entre o assassinato de Rabin e o que descreveu como a atual “incitação e nacionalismo extremista” dentro de Israel, alertando que “os ecos daqueles três tiros ainda não se dissiparam.”
“Eles ainda ressoam hoje em cada ato deste governo que age contra o seu próprio povo”, disse Golan.
“Cada vez que patriotas são chamados de traidores, cada vez que manifestantes que cumprem seu dever cívico são espancados, cada vez que a imprensa é silenciada e o Judiciário é pisoteado — aqueles mesmos tiros ainda ecoam.”
Ele exaltou Rabin como “um homem de verdade e integridade, que repetidas vezes colocou o bem do povo acima do ganho político e pessoal”, acrescentando que Rabin “sabia que a paz não é fraqueza, mas força e poder.”
Convocando o público a reconstruir uma “coluna moral e democrática renovada”, Golan instou os israelenses a rejeitarem a complacência e o medo:
“A verdadeira unidade não é quando abrimos mão de nossos valores e nos unimos em torno de uma mentira.
É quando permanecemos juntos — firmes pela verdade, com uma espinha dorsal democrática, moral e de segurança forjada em aço.”“Não nos curvaremos novamente diante da violência e do ódio”, declarou.
“Não bajularemos os tiranos nem pediremos desculpas aos corruptos. Nossa unidade é feita de valores democráticos e liberais compartilhados — de um Israel judaico e democrático.”
Golan encerrou seu discurso conclamando por líderes que incorporem o legado de Rabin de “clareza, determinação e humanidade”:
“Se tivermos a coragem, a determinação e a visão que Rabin teve”, afirmou,
“podemos completar a tarefa que ele começou — e conceder a Israel o futuro seguro pelo qual ele deu a sua vida.”
Artigo original publicado em inglês no portal “Times of Israel”, em 01/11/2025, por Stav Levaton.
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