Guesher: “Mesmo agora, nós sonhamos.” – Por Rabina Sharon Brous

E mais: Instituto de Democracia de Israel publica pesquisa relâmpago: 70% dos israelenses apoiam a decisão de atacar o Irã. Confira a pesquisa completa!

Quero começar dizendo que os eventos dos últimos dias confirmaram minha intuição de que sermões não devem ser escritos até o último minuto antes do início do Shabat.

Mas quero começar localmente, aqui mesmo em Los Angeles. Quero falar um pouco sobre o que tem acontecido aqui ao longo desta última semana. E preciso começar admitindo que eu estava realmente ambivalente sobre ir ao centro da cidade na semana passada, porque muitos de nós sabíamos desde o início que o que estava se desenrolando em nossa cidade era teatro político. Sabíamos que era uma armadilha, e sabíamos que, se não fôssemos extremamente cuidadosos, acabaríamos exatamente no papel que havia sido escrito para nós.

Sabíamos que nossas ações seriam inevitavelmente usadas para justificar o envio de forças militares às ruas da nossa cidade e de todo o país. E sabíamos que as pessoas mais vulneráveis de nossa cidade pagariam o preço mais alto.

E, ainda assim, estávamos em um dilema. Porque, em apenas alguns dias, agentes — muitas vezes com equipamentos militares pesados e força brutal — prenderam e detiveram centenas de nossos vizinhos. Pessoas que estavam indo trabalhar, cuidando de crianças pequenas num parque, lavando pratos, cortando grama, caminhando pelo estacionamento de uma igreja. Uma delas era uma mulher com nove meses de gravidez. Uma era uma criança de nove anos.

Não se manifestar é obedecer antecipadamente. É abandonar nossa família, nossos amigos e nossa comunidade. É entregar voluntariamente o poder a um regime para o qual a crueldade é o objetivo. É trair nossa história, nossa Torá e nossos valores mais profundos.

É por isso que tantos de nós estamos trabalhando tão intensamente neste momento, tentando entender exatamente o que somos chamados a fazer.

Dirigi até o centro da cidade com receio, confiando em nossos parceiros de organização da LA Voice, cuja intuição para uma força colisional forte, orante e não violenta era exatamente a maneira certa de responder a um momento tão delicado. E, como muitos de vocês testemunharam na semana passada, eles estavam absolutamente certos.

Quero contar o que vi do palco naquela noite. Vi alguns milhares de angelinos — aparentemente, metade deles membros da IKAR — de pé, ombro a ombro, cantando, rezando e oferecendo a mais poderosa contranarrativa à imagem que a mídia e o governo estavam pintando da nossa cidade: uma terra sem lei, tomada por caos e destruição americana.

Naquela noite, no palco, eu pensava no momento icônico da Marcha sobre Washington em 1963, quando Mahalia Jackson gritou: “Conte a eles sobre o sonho, Martin.” Aquele momento inspirou o Dr. King a largar seus papéis e falar, de coração, sobre sua visão de uma América justa.

Pensei nisso porque, olhando ao meu redor naquela noite, enquanto o sol se punha sobre a multidão, percebi: este é o sonho para Los Angeles e para o nosso país — o sonho de uma sociedade multirreligiosa e multiétnica, fortalecida pela diversidade, que honra a imagem de Deus em cada pessoa, que é movida não pelo medo do outro, mas pelo amor ao outro. Uma sociedade em que nossos líderes trabalham juntos para fortalecer os laços de responsabilidade mútua e nos ajudar a lembrar que nossos destinos estão entrelaçados.

Gostaria que não tivesse sido necessária uma verdadeira crise em nossa cidade para nos lembrar desse sonho. Mas fui profundamente tocada por testemunhar um vislumbre dele diante dos nossos próprios olhos.

Dois dias depois, Israel atacou profundamente dentro do Irã, como agora todos sabemos, mirando a liderança militar e a infraestrutura nuclear.

E eu penso em Vivian Silver, que foi assassinada em 7 de outubro por homens treinados e financiados por esse regime que foi atingido na quinta-feira à noite. Penso nos meus colegas do seminário rabínico e em amigos assassinados em um atentado a ônibus e no ataque ao café da Universidade Hebraica — atentados patrocinados por esse mesmo regime durante a Segunda Intifada. Penso na mãe de um amigo querido, assassinada no atentado à AMIA, em Buenos Aires, nos anos 90.

E acredito nesse regime quando ele diz que, se tiver oportunidade, destruirá o Estado de Israel e todos os que estão nele e conectados a ele ao redor do mundo. E também estou absolutamente horrorizada com a ideia de que esse regime possa vir a possuir ogivas nucleares.

E mesmo enquanto minha família e amigos em Israel pegavam seus bebês e corriam para os abrigos na quinta-feira à noite, uma amiga minha, dissidente iraniana, me mandou uma mensagem dizendo que não conseguia entrar em contato com sua família em Teerã porque a energia havia sido cortada em toda a cidade. E fui lembrada de que, assim como é essencial separar judeus e israelenses do governo de Israel — e americanos do nosso próprio governo —, também é fundamental não confundir o povo do Irã com o regime repressivo e assassino da República Islâmica.

E então, quase imediatamente, o regime começou a retaliar com enxurradas de drones e mísseis, e nossos celulares começaram a explodir com alertas: alerta vermelho em Jerusalém, alerta vermelho em Tel Aviv, em Petach Tikva, em Bnei Brak, em Bat Yam, alerta vermelho em Raanana…

Tudo isso está acontecendo agora, enquanto falamos. O céu está em chamas. E assim, depois de uma semana de preocupação por nossa cidade querida, depois de muitos meses de angústia por nosso país, e depois de 20 meses de dor pelas famílias dos reféns e pelas milhares e milhares de famílias enlutadas em Israel e em Gaza, temos hoje ainda mais dor para carregar. Uma nova janela de preocupação para a alma.

É tudo tão assustador. E tão incerto. E tão confuso. E estamos tão cansados.

Algumas pessoas dirão que a guerra é inevitável. Vão recorrer à porção da Torá de hoje, em Bamidbar 10:9 — “Quando fores à guerra em tua terra contra o inimigo que te oprime…”. Alguns argumentarão que a história só tem provado que sempre haverá inimigos do nosso povo, que sempre haverá guerra. Vão nos dizer para aceitar isso como uma condição eterna, que devemos viver pela espada — que não há outro caminho.

Mas tenho que dizer que, como Zev, sou atraída por uma mensagem diferente que ecoa hoje da nossa parashá. Sinto-me atraída pelo desespero de Moisés.

Moisés, em sua verdadeira sensibilidade profética, vê e sente profundamente — e chega a um ponto, na porção desta semana, em que está simplesmente sobrecarregado. Ele não vê saída e clama a Deus: “Por que fizeste isso comigo? Eu não posso carregar esse fardo. É demais para mim.” Sua voz é a voz de uma alma esmagada pelo peso do mundo.

Talvez alguns de vocês consigam se identificar. É tudo demais.

E ouçam a resposta de Deus: “Você está certo”, Deus diz. “Você não pode suportar isso sozinho. Você tem que compartilhar seu coração partido e seu fardo. E não pode compartilhar com uma ou duas ou três pessoas — tem que compartilhar com setenta outras pessoas. Pessoas que você conhece, confia e ama. Pessoas que podem te ajudar a carregar tudo isso quando parecer impossível.”

A nomeação dos setenta anciãos se torna o paradigma do Sanedrin — o tribunal superior, composto por setenta juízes sábios. Mas talvez você se pergunte: por que exatamente setenta?

Segundo o Ramban, setenta corresponde ao número de nações e línguas do mundo. Em outras palavras, a liderança deve representar a beleza e a amplitude de todos os povos. Devem ser capazes de sustentar não apenas o conhecimento haláchico ou jurídico, mas também uma visão coletiva de um futuro diferente — um futuro tecido a partir de suas histórias distintas, experiências e perspectivas no mundo.

E assim, a resposta de Deus ao desespero de Moisés é um convite: o início de um novo modelo — um povo erguido pelo espírito coletivo e pela visão coletiva. Das profundezas da sua dor, cerque-se de pessoas sábias que te ajudem a imaginar uma visão para um futuro melhor.

É isso que ouço no nosso texto neste Shabat: das profundezas do desespero, da escuridão mais densa, emerge um chamado à comunidade — e um chamado à imaginação coletiva, ao sonho coletivo. Esse chamado surge justamente no meio da guerra e da destruição, num tempo de dor, exaustão e medo. É um chamado para redobrar nossa esperança profética radical e coletiva.

No ano passado, em algum momento após o 7 de outubro, ainda abalada pelas atrocidades do Hamas e pela catástrofe contínua em Gaza, me juntei a alguns amigos para uma conversa honesta sobre o que estava acontecendo e o que poderíamos fazer a respeito. Um deles, chamado Moj, fundou uma organização dedicada a apoiar iranianos que trabalham por uma democracia livre e secular.

Há um trecho dessa conversa que quero compartilhar com vocês hoje — mesmo enquanto mísseis estão vindo, e minha família está abrigada em um cômodo seguro. Este é o sonho de Moj para o Irã, sua pátria amada — e o sonho dela para toda a região:

Imagine um Oriente Médio livre, próspero, seguro, encantador, romântico — um lugar belo e sedutor, onde as pessoas se encontram ao redor de rituais ancestrais e comidas tradicionais. Uma região de povos maravilhosos que viajam do Iêmen à Síria, do Irã ao Afeganistão, de Israel à Palestina — e de volta.

Esse lugar existe em algum ponto, disse Moj — em algum lugar além de todo o equipamento militar e os corpos mortos. Um lugar deslumbrante, conhecido no mundo inteiro por aquilo que ele realmente é: o berço da civilização. A terra de tanta invenção, tanta beleza. “Tem um cheiro maravilhoso, sabe?”, ela disse. “Esse é o meu sonho. Estou compartilhando com vocês porque sei que levará muitas décadas de trabalho — mas acredito que é possível chegar lá.”

E enquanto ela dizia essas palavras — e até agora, só de relembrá-las —, senti minha voz embargar. Porque ouvir esse sonho me fez perceber o quanto é raro, raríssimo, imaginar — quanto mais formular — uma visão de futuro que vá além da guerra interminável, da violência sem fim, da destruição constante.

Então, quero que vocês imaginem comigo, só por um momento. Uma das rotas comerciais mais importantes do mundo antigo ia do Egito, ao sul, até a Mesopotâmia, ao nordeste, passando pelo Sinai, por Gaza, Ascalon, Yafo e então até Damasco. Essa viagem levava meses.

Mas já ouvi construtores da paz, israelenses e palestinos, nos pedirem para imaginar, em nosso tempo, um dia… em que caminhantes, ciclistas e turistas possam seguir esse mesmo trajeto.

Imaginem as paisagens, os sons. Imaginem os aromas desse lugar. Imaginem as pessoas que encontrariam. E as histórias que contariam.

E se vocês acham que esse sonho é impossível, pensem em como berlinenses ou londrinos reagiriam há 75 anos se alguém dissesse que, um dia, um único bilhete de trem permitiria que nossos filhos viajassem com suas mochilas por 33 países europeus — de Madri a Munique, de Budapeste a Belgrado.

Esse é o poder de um sonho. Foi por isso que Mahalia Jackson pediu ao Dr. King que compartilhasse o dele. E é por isso que venho repetindo, ao longo desses meses tão duros, que nossos sonhos mais ousados devem nascer na escuridão.

E é por isso que estou aqui hoje — mesmo com nossa cidade em crise, mesmo com mísseis caindo sobre as casas das pessoas que amamos — para pedir, mais uma vez, que a gente sonhe.

O que vi do palco ao entardecer na semana passada foi um sonho lindo para a nossa cidade. O que minha amiga compartilhou é um sonho poderoso para o Oriente Médio. Não podemos conceber nem realizar esses sonhos sozinhos. Moisés não pôde conceber nem realizar seus sonhos sozinho. Precisamos uns dos outros — os tecelões e os portadores de sonhos. Aqueles que nos ajudarão a ascender do desespero e do medo em direção à aspiração profética. Aqueles que nos ajudarão a concretizar essas aspirações.

Quero convidar vocês agora a um momento — neste espaço de oração — um momento de sonho silencioso, de sonho coletivo silencioso.

Quero pedir que fechem os olhos por um instante e imaginem: qual é o seu sonho para este lugar? Para Israel e para o Oriente Médio? Para o nosso país? Para os Estados Unidos?

Qual é o seu sonho mais ousado?

E não digam algo vago como “eu sonho com a paz no mundo”. Todos sonhamos. Quero saber: como será? Como vai cheirar? O que vamos aprender? Como vai ser a sensação?

Porque, nos dias que virão, seremos chamados, uma e outra vez, a discernir qual é o papel que devemos desempenhar diante das tragédias e crises que se desenrolam ao nosso redor. Teremos que decidir onde colocar nossos corpos, nosso dinheiro e nossos corações.

Espero que, ao navegar por esses tempos tão sombrios, não caiamos no desespero. Que nunca cedamos às narrativas dominantes, nem aceitemos a inevitabilidade dessas realidades obscuras. Em vez disso, espero que juntos possamos dar à luz um novo sonho.

Um sonho que afirme nossa humanidade — e a de cada pessoa. Um sonho que escolha a imaginação ampla em vez do raciocínio estreito. Um sonho que honre o fato de que todos nós, como seres humanos, somos fundamentalmente capazes de sonhar, de crescer, de mudar e de curar.

Só precisamos fazer isso juntos.

Shabat Shalom.

Por: Rabina Sharon Brous.
Brous é rabina sênior e fundadora da IKAR, comunidade judaica inovadora em Los Angeles, e autora do best-seller *The Amen Effect*. Reconhecida como uma das judias mais influentes do mundo, já conduziu cerimônias na Casa Branca, no Congresso e na Convenção Democrata. Formada em Direitos Humanos por Columbia e ordenada pelo Seminário Teológico Judaico, atua em frentes inter-religiosas e pela justiça social.

O texto original foi a prédica da Rabina Brous da última 6a feira, 13 de junho de 2025.


Pesquisa Relâmpago: 70% dos israelenses apoiam a decisão de atacar o Irã
Segmentação mostra forte apoio entre judeus israelenses (82%) e ampla oposição entre cidadãos árabes (65%).

19 de junho de 2025 | Por: Prof. Tamar Hermann, Dr. Lior Yohanani, Yaron Kaplan, Inna Orly Sapozhnikova

82% do público judeu apoia o ataque de Israel ao Irã e o momento em que ele foi realizado. Por outro lado, 65% do público árabe se opõe tanto ao ataque quanto ao seu timing. Cerca de dois terços dos judeus israelenses acreditam que os motivos do primeiro-ministro Netanyahu para ordenar o ataque neste momento foram principalmente objetivos e ligados à segurança. Já dois terços dos árabes israelenses veem esses motivos como subjetivos e políticos.

> 📷 *Pessoas se abrigam dentro de um túnel de teleférico após ataque de mísseis do Irã contra Israel, em Haifa | Foto: REUTERS*

Metodologia
A pesquisa foi conduzida pelo Centro Viterbi de Opinião Pública e Pesquisa de Políticas do Instituto da Democracia de Israel, entre os dias 15 e 17 de junho de 2025. A amostra representativa incluiu 594 entrevistados judeus e 143 árabes, todos com 18 anos ou mais.

Principais Resultados

Ampla maioria do público judeu apoia o ataque de Israel ao Irã e o momento em que foi realizado. A maioria do público árabe se opõe a ambos.

A maioria dos judeus avalia positivamente a resiliência da população israelense embora estejam preocupados com sua segurança física e de suas famílias. A maioria dos árabes também expressa preocupação com sua segurança, mas apenas uma minoria enxerga a sociedade israelense como resiliente.

A maioria dos judeus acredita que a segurança de Israel é uma prioridade para o presidente Trump, especialmente em comparação com o mês anterior, quando essa percepção havia diminuído devido às negociações nucleares entre os EUA e o Irã. Entre os árabes, a percepção oposta prevalece, embora ainda haja uma parcela significativa que acredita na prioridade dada por Trump à segurança israelense.

Cerca de dois terços do público acreditam que foi correto lançar o ataque mesmo sem o apoio explícito dos EUA. No passado, a maioria achava que tal ataque só deveria ocorrer com participação americana.

Dois terços dos judeus acreditam que os motivos de Netanyahu foram objetivos e relacionados à segurança. Entre os árabes, dois terços creem que foram subjetivos e políticos.
Leve maioria dos judeus apoia a formação de um governo de união nacional, enquanto menos de um terço dos árabes compartilha dessa opinião.

Grande maioria tanto de judeus quanto de árabes considera claras as instruções do Comando da Frente Interna do Exército.

Aproximadamente dois terços dos entrevistados acreditam que a guerra terminará em até um mês.

Cerca de 75% dos judeus acreditam que o sofrimento da população civil iraniana não deve ser levado em conta no planejamento da guerra. Apenas um quarto dos árabes concorda com isso.

Apoio à guerra e ao seu momento

Você apoia ou se opõe à decisão de Israel de lançar um ataque contra o Irã? (%)

Mais de 80% do público judeu — incluindo a maioria dos três espectros políticos (Direita, Centro e Esquerda) — apoiam o ataque de Israel ao Irã. Há também forte apoio ao momento do ataque, mesmo com a guerra em Gaza ainda em curso e com reféns em cativeiro. Dois terços dos judeus consideram o timing adequado. Já entre os entrevistados de esquerda, apenas uma minoria acha o momento apropriado. A maioria dos árabes se opõe tanto ao ataque quanto ao seu momento.

O que você acha sobre o momento escolhido para o ataque (considerando a guerra em andamento em Gaza e o fato de ainda haver reféns em poder do Hamas)? (%)


Resiliência pública e sensação de segurança
Como você caracterizaria o nível de resiliência e firmeza da população israelense durante a guerra até agora? (%)

Uma maioria significativa do público judeu — em todos os espectros políticos — avalia como alta a resiliência da sociedade israelense até agora. Ainda assim, cerca de dois terços relatam estar preocupados com sua segurança física e de seus familiares.

Em nível pessoal, o quanto você está preocupado — ou não — com sua própria segurança física e a segurança da sua família no futuro próximo? (%)

Entre os árabes, o cenário é diferente: também há preocupação generalizada com a segurança pessoal, mas apenas um terço considera a sociedade israelense resiliente.


Relações entre EUA e Israel

Na sua opinião, em que medida a segurança de Israel é uma das principais preocupações do presidente Trump? (%)

Atualmente, a maioria dos judeus acredita que a segurança de Israel é uma das principais preocupações do presidente Trump — em especial entre os entrevistados da Direita e do Centro. Essa percepção havia diminuído no mês anterior, durante sua visita a Riad e as negociações nucleares com o Irã, mas voltou a subir. Já entre os árabes, houve queda: enquanto dois terços achavam que a segurança de Israel era prioridade para Trump no mês passado, agora apenas metade concorda.

Acredita que, em grande medida, a segurança de Israel é uma das principais prioridades do presidente Trump (%)


Ataque sem participação americana: decisão correta?

Alega-se que as capacidades nucleares do Irã não podem ser destruídas sem a ajuda dos Estados Unidos. Supondo que isso seja verdade, você acha que foi certo ou errado lançar o ataque ao Irã apenas informando os americanos, sem garantir sua intenção explícita de participar desses esforços? (%)

A maioria dos judeus, especialmente os da Direita e do Centro, acredita que foi correto atacar mesmo sem uma intenção declarada dos EUA de participar. No passado, a opinião majoritária era contrária. Entre os árabes, metade considera que a decisão foi equivocada.

Motivações do primeiro-ministro

Quais foram as considerações mais importantes na decisão do primeiro-ministro Netanyahu de lançar um ataque contra o Irã neste momento? (%)

Dois terços dos judeus acreditam que as motivações de Netanyahu foram objetivas e relacionadas à segurança. Essa opinião predomina na Direita e no Centro. Já na Esquerda, metade acredita que os motivos foram subjetivos e políticos — percepção compartilhada por mais de dois terços do público árabe.

Um governo de união nacional?

Na sua opinião, diante da atual situação de segurança (guerra em Gaza, guerra com o Irã, ataques dos Houthis), seria certo ou errado formar um governo nacional amplo de unidade? (%)

Cerca de metade dos judeus defende a formação de um governo de união nacional, frente ao cenário de guerra em Gaza, ataques dos Houthis e conflito com o Irã. O apoio é maior no Centro e menor na Esquerda. O público árabe se mostra dividido, com quase um terço respondendo “não sei”.

Instruções do Comando da Frente Interna

As instruções emitidas atualmente ao público pelo Comando da Frente Interna das FDI estão claras ou não estão claras? (%)

A grande maioria dos judeus, e uma ampla maioria dos árabes, considera claras as instruções emitidas pelo Comando da Frente Interna do Exército.

Quanto tempo durará a guerra?

Na sua opinião, por quanto tempo a guerra com o Irã vai durar? (%)

Tanto entre judeus quanto entre árabes, cerca de dois terços acreditam que a guerra com o Irã terminará em até um mês. Na Direita e no Centro, esse otimismo é mais forte; na Esquerda, apenas metade compartilha da mesma visão.

Deveria o sofrimento da população iraniana ser levado em conta?

Em que medida Israel deveria levar em conta o sofrimento da população civil iraniana ao planejar operações militares no país? (%)

A maioria dos judeus acredita que o sofrimento de civis iranianos não deve ser considerado no planejamento das operações militares. Na Esquerda, a maioria discorda e defende que ele seja levado em conta. Os resultados se assemelham à pergunta feita no mês anterior sobre o sofrimento da população palestina. Entre os árabes, a maioria acredita que o sofrimento civil no Irã deve ser considerado.

Sobre a pesquisa
Esta pesquisa relâmpago sobre a guerra com o Irã (codinome “Leão que Desperta”) foi conduzida pelo Centro Viterbi de Opinião Pública e Pesquisa de Políticas do Instituto da Democracia de Israel. Realizada entre os dias 15 e 17 de junho de 2025, via internet, a amostra representativa incluiu 594 homens e mulheres entrevistados em hebraico e 143 em árabe, todos com 18 anos ou mais. A margem de erro máxima é de ±3,61%, com nível de confiança de 95%. A coleta de dados foi feita pela empresa iPanel.

🔗 O banco de dados completo está disponível em: [https://dataisrael.idi.org.il](https://dataisrael.idi.org.il)

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